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Cinquenta tons de Carnaval

12-02-2015

Blog 076

"Cinquenta tons de cinza" não é um filme boboca, como andam dizendo por aí. Ao sairmos de casa para assistir a um filme, não temos que ter em mente apenas o simplista "gostar" ou "não gostar". Quer dizer, Vascota, que gente chique vai ao cinema para "não gostar"? Acho que entendi. Não entendeu, não. Devemos ir ao cinema com o pensamento de que aquele filme escolhido nos trará algo, uma mensagem, a depender do nosso estado de espírito no momento. Ihh, Vasco, tá ficando complicado...Nos cinemas, há entes mal-assombrados que podem aparecer de repente para nos trazer mensagens? Nada disso. Por exemplo, em "Cinquenta tons de cinza", passei o tempo todo querendo saber qual o batom escolhido pela equipe de maquiagem para a personagem Anastasia Steele. Lindo de viver! Só pelo batom, a equipe de maquiagem poderia levar o Oscar da categoria. Anastasia morde os lábios com o tal batom levemente rosado, deixando Mr. Grey atordoado, ou melhor, excitado. Mr. Grey, um jovem milionário, quer manter um relacionamento com a ingênua Anastasia, no qual ele dita TODAS as regras. A moça não pode sequer tocá-lo, como mandam as regras de Mr. Grey, devendo assinar um contrato com diversas cláusulas bem detalhadas, que incluem a confidencialidade da relação até sua permissão para praticar sessões de sadomasoquismo com Mr. Grey. Não li o livro, mas achei interessante no filme, principalmente em seu final, o momento em que Anastasia decide parar, não suportanto mais as regras de Mr Grey. No entanto, ao pesquisar, descobri que no livro não é bem assim, tanto que eles se casam. Na vida real, deveríamos ver e rever a cena em que Anastasia consegue dizer não a Mr. Grey. Como seria bom se soubéssemos o exato momento de dizer "não" a alguém e indo além: de terminar um relacionamento.

 

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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