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Edição 198

O Festival de Cinema do Rio segue até a próxima quinta-feira, dia 4 de outubro. Que vidão, hein, Vasconcellos? Passou as últimas 2 semanas no escurinho do cinema...Que nada, outro dia até perdi o ingresso que havia ganho para a pré-estréia do filme “Piaf – um hino ao amor”. Falta de tempo, meus caros leitores. Todavia, o importante na vida não é ter tempo, e sim, saber aproveitá-lo. Uma ida ao cinema pode nos fazer refletir e enxergar que: merecemos um namorado melhor, podemos aproveitar bem as peças que temos no guarda-roupa, podemos usar características de um certo personagem para um melhor agir, ou ainda, fazer o contrário, aproveitar as fraquezas do personagem para dizer “não quero isto para mim, vou sair dessa”. Nesta edição, uma análise de looks de 5 filmes exibidos durante o Festival e o que é possível transpor das telas de cinema para o dia-a-dia.
O básico que é chiquérrimo – Ludivine Sagnier aparece em “Uma moça dividida em dois” com um look de causar inveja. A produção é simples para a atriz que vive uma jornalista, que apresenta a previsão do tempo na TV. As peças usadas pela atriz no filme são verdadeiramente básicas e chiques, no entanto, sua personagem atrai a atenção de um escritor cinquentão e de um milionário jovem e excêntrico. Portanto, na hora de escolher peças para o verão, quem sabe com as básicas você não gasta menos e ainda faz o maior sucesso com o sexo oposto. Cada vez mais tenho a impressão de que os homens não gostam de modismos, os estilistas que me perdoem...Os homens apreciam, sim, as glamourosas, mas, preste atenção, nos dias em que estamos mais básicas capturamos ainda mais olhares do que nos dias em que estamos no alto daquele saltão. Talvez os homens se sintam afrontados por nossos Pradas, nossos Manolos, nossos Ferragamos e assim por diante.

A maldição que é dourada – Gong Li, em “A Maldição da Flor Dourada”, parece ter enviado um recado ao mundo: “Os anos passam, mas olhe como minha pele está boa”. De fato, uma pele e um cabelo bem cuidados são os maiores aliados na composição de qualquer look. Com a chegada da primavera e o anúncio de dias quentes, é bem provável que nossa pele fique mais oleosa. É bom estarmos vigilantes e usarmos produtos bons e adequados.

A coragem que vale o preço – Ah...O que as atrizes não fazem por conta de um personagem? Você conhece a moça da foto? Resposta no final desta edição.
Um estilista que é fotógrafo – Karl Lagerfeld se desnuda em “Confissões de Lagerfeld”. Ele fica pelado no filme, Vasconcellos? Não, caríssimos, o estilista da Chanel não tira a roupa no filme, mas sim, desnuda a alma no documentário que mostra: 1) Sua casa: uma verdadeira bagunça. Lagerfeld diz que jamais poderia trabalhar em uma mesa toda organizada. 2) Sua almofadinha. Durante uma viagem de avião, o estilista aparece com uma almofadinha na barriga e diz que não consegue dormir sem o objeto que ganhou ainda na infância. Nas viagens a utiliza para evitar enjôos. 3) Sua filosofia. O designer é muito franco em suas afirmações, mesmo quando o assunto é homossexualidade. Diz que se descobriu homossexual por volta dos 11 anos de idade e que, no local onde morava na Alemanha na época, isto não era proibido e também que sua mãe aceitava. Sobre a moda, é ainda mais direto. Afirma que quem está preocupado com justiça social não deve trabalhar na área da moda. Lagerfeld sugere a Previdência Social, ou qualquer outro emprego público para os que estão voltados às questões sociais. 4) Sua alma de fotógrafo. Karl Lagerfeld, além de estilista, é fotógrafo. Faz ele próprio as imagens de campanhas e catálogos da Chanel. O que podemos transferir das telas para nossas vidas, ao assistirmos a este filme? Nunca devemos perder a pose. Lagerfeld chegou e se manteve onde está porque é posudo, tem categoria, pose de bacana.
Um olhar que é o espelho da alma – Do filme “Caramel”, que se passa no Líbano, podemos buscar inspiração para os dias em que não estamos com o astral muito alto. Que tal imitarmos as mulheres árabes pintando nossos olhos de forma bastante expressiva? Acredito que com um olhar fatal nosso humor já melhora bastante.
A coragem que vale o preço 2 – A atriz do filme “O preço da coragem” é ninguém mais ninguém menos do que Angelina Jolie. Gentemm, é muita coragem se enfear deste jeito. As atrizes sofrem, às vezes, em certos papéis. E, desta experiência das telas, tiramos a seguinte lição: não é porque uma amiga, um cabeleireiro, um namorado, ou quem quer que seja, diga que devemos cortar o cabelo, ou algo semelhante, que devemos acatar cegamente. Peça a opinião de outras pessoas e olhe-se no espelho. Normalmente, sabemos exatamente o que nos cai bem.
Terça-feira é o dia de nosso encontro marcado. Tchau, e até lá, com muita alegria e alto astral!
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Colaboração:
Maria Contreras e Paula Leite (de Brasília)
Isis Cerchiari (de São Paulo)
Virgil  Christine (da França)

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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