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Edição 143

Atire a primeira pedra quem nunca fuçou (perdoem-me o verbo) o celular do marido ou do namorado. Quem nunca fez, com certeza, já sentiu vontade de fazer, por isso não podemos julgar as amigas. As mais criativas e ardilosas vão além. Fazem-se passar por outra pessoa e enviam mensagens falsas para o celular do companheiro. Mandam torpedos carinhosos para ver se o moço cai igual a um pato. O texto pode ser o seguinte: Não agüento mais esta situação, temos que resolver tudo. O objetivo é descobrir se o namorado está pulando a cerca. O problema deste tipo de armadilha é a própria tecnologia. As mensagens costumam ser abreviadas, e, pela maneira que você escreve, a pessoa, vítima de sua armadilha, poderá descobrir quem foi a verdadeira autora dos torpedos.
Diga-me como escreves e te direi quem és – Pesquisadores da universidade britânica de Leicester estão conduzindo um estudo sobre os sms, chamados de torpedo, aqui no Brasil. Pelo estilo e pela linguagem, é possível desvendar quem seria o autor da mensagem. O objetivo dos cientistas é ajudar a polícia a desvendar crimes. Por exemplo, investigando mensagens encontradas no celular de uma vítima de um crime, a polícia, através deste estudo, pode chegar ao autor do crime, justamente pelos termos utilizados nas mensagens, pela maneira de abreviar as palavras, pela pontuação, etc. Daqui para a frente, muito cuidado com os seus torpedos. Se você está pretendendo aprontar alguma, mude sua maneira de escrever.
Digam-me o que lês e te direi quem és – Se você quer conhecer alguém, pergunte à pessoa o que ela está lendo no momento. Ihh, Vasconcellos, e se o gato não gostar de ler, ou responder: Revistas em quadrinhos, revistas de fofocas. Não tem problema, um pouquinho de futilidade faz bem à alma. Na semana passada, sentei-me no Café da livraria do shopping e comecei a ler: “Bergdorf Blondes”. Que tarde agradável passei. O livro, escrito pela inglesa Plum Sykes, editora-assistente da revista Vogue America, fala sobre o que é ser loura em Nova York. Na agenda dessas mulheres estão: a corrida pelas compras, as melhores liquidações, os melhores cabeleireiros, o assento na primeira fila dos desfiles, a busca por um namorado rico e belo, passeios de jatinho, ufa, cansei. Bergdorf Blondes. Autora: Plum Sykes. Editora: Bertrand Brasil. Preço médio: R$ 29,00.
Diga-me quem namoras e te direi quem és – Você namora um marinheiro? A temporada atual está ótima para encontrar um marinheiro, pois é só o que se vê nas vitrines. O estilo navy é forte tendência nesta primavera-verão, mas a dica da coluna é não exagerar. Escolha um preto e branco, ou um azul-marinho e branco e você estará na moda. Não é necessário se vestir de marinheiro da cabeça aos pés. Outra tendência fortíssima é o vermelho, que deve continuar no inverno 2007. É tempo de se cobrir de vermelho da cabeça aos pés, fazer pose de bacana e sair por aí. Se você não se sente segura com essa pose de bacana, escolha uma blusa bem bonita, ou apenas um sapato, ou ainda, uma bolsa vermelha. Com uma das três opções, você estará glamourosa.
Fotos: Márcio Madeira
O vermelho foi a cor escolhida pelo estilista Walter Rodrigues para todos os looks apresentados no desfile da grife na última edição do Fashion Rio. A Permanente fez uma interpretação do estilo navy totalmente clean e chique. Que tal um passeio pela Riviera?
Diga-me a cor das tuas unhas e te direi quem és – No inverno, sempre voltam as cores fortes. Este ano, além do vermelho tradicional, o roxo também é moda. No Rio, as mulheres sempre preferiram esmaltes de cores claras, mas, em outros Estados, noto que as cores escuras abalam. Veja a cartela de cores da Risqué para o inverno 2006.
Diga-me como te cuidas e te direi quem és – A Biotherm está lançando o primeiro produto de tratamento de peeling para a noite, que corrige as rugas e estimula as células com base na biologia. Line Peel Nuit combina o sistema de Bio-Peeling, silício e um complexo biorelaxante que alivia a tensão do rosto. O rosto amanhece repousado e relaxado.
Diga-me ao que assistes e te direi quem és – A pedidos, comentarei a peça Mademoiselle Chanel, atualmente em cartaz no Rio. Para quem gosta de moda, é imperdível. Mas, atenção: o texto fala pouco de moda, a personagem passa e repassa suas histórias de amor, conta o que sentiu quando conheceu fulano, o que sentiu quando beltrano morreu, etc. Sobre moda, a personagem repete várias vezes que ela criou tudo, os outros costureiros a imitaram, inclusive o mestre Balenciaga. A peça vale os R$ 100,00, valor do ingresso, para que possamos ver de perto os figurinos legítimos da maison Chanel. Como o Teatro Maison de France é pequeno, sentei-me na fileira J, e, de onde estava, conseguia avistar até a costura das roupas.

Colaboração:
Maria Contreras e Paula Leite (de Brasília)
Virgil Christine (da França)

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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