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Edição 65

Capital Federal – A colunista esteve de férias, você nem percebeu. Foi uma viagem curta, porém, extremamente proveitosa. Cinco dias em Brasília foram suficientes para perceber que a capital do Brasil mudou, para melhor. A seguir, você confere o diário de bordo de minha incursão à Capital Federal. Você vai saber a quantas anda a moda em Brasília, o comportamento, a paquera, a noite, a gastronomia, a cultura.
A moda brasiliense – Ihh, Vasconcellos, desde quando Brasília é cidade que exporta tendências? De fato, a cidade, aos olhos de quem mora fora, pode não representar a capital da vanguarda, digamos assim. Todavia, as brasilienses são super femininas, não calçaram as sandálias da humildade neste verão, os saltos continuam altos, muito altos por lá, é praticamente impossível vermos alguém nas ruas usando sandálias rasteiras como as cariocas. As brasilienses também andam mais maquiadas do que as cariocas. As roupas são mais formais, pode-se dizer que Brasília, além de Capital Federal, é capital do terninho. Se você mora em Brasília ou está visitando a cidade, não deixe de conhecer a Guida Boutique, na 303 Norte. Telefone: (61) 327-6906. Os terninhos da loja são de boa qualidade e os preços muito vantajosos: o terninho completo, isto é, blazer e calça, está custando 70 reais.
Moda e design – A convite da leitora Tatiana Vaz da Cunha, fiz uma visita à faculdade AD1, de moda e design. Tatiana é estudante do curso de moda da faculdade e me apresentou lindos trabalhos confeccionados pelas alunas, entre eles, as bonecas de época. Confira nas imagens. Se você gosta de moda, reserve um dia em sua agenda para conhecer a faculdade, tanto funcionários quanto alunos são super atenciosos ao mostrar os espaços de criação. Tel: (61) 361-1129

O fiel escudeiro – O transporte público em Brasília é um capítulo à parte. O metrô ainda engatinha, não atende a todos os bairros. Os ônibus demoram a passar e as chamadas zebrinhas (os microônibus brasilienses) estão desgastadas pelo tempo e tampouco passam com horário regular. A saída: recorrer a uma companhia de táxi. Por sorte, depois de algumas más experiências (alguns taxistas de Brasília parecem ter vindo da roça, além disso os carros não têm ar condicionado), conheci Assis, que se tornou meu fiel escudeiro. Se seu carro está no conserto, ou você está em visita à Capital Federal, conte com Assis. O motorista, de 26 anos, é discreto e capaz de esperar você em um compromisso por mais de 1 hora com o taxímetro desligado. TeleAssis: (61) 9202-4911
Lanche global – Os globais de Brasília costumam lanchar no Café Doce Magia, no Edifício Brasília Rádio Center, ao lado da TV Globo. Se comparada aos padrões cariocas, a lanchonete parece simples. Mas, é justamente a simplicidade de Dilza, a proprietária, que cativa os globais. Entre as delícias que Dilza serve aos globais e anônimos que trabalham na redondeza, estão o biscoito de queijo (parece pão-de-queijo, mas é ainda mais gostoso) e os bolos de diversos sabores.
O gosto musical – De avião, uma viagem Rio-Brasília dura apenas 1 hora e meia. Apesar da proximidade entre as duas cidades, o gosto musical de brasilienses e cariocas é totalmente diferente. Enquanto no Rio, o pagode faz o maior sucesso, em Brasília, o ritmo sertanejo mexe com os corações da juventude dourada. Filas quilométricas se formam para assistir ao show da dupla Bruno e Marrone (na foto ao lado). E ainda...o evento que abala Bangu na Capital Federal é a chamada Exposição Agropecuária. Na despedida, minhas amigas frisaram: "Vasconcellos, você tem que voltar a Brasília na época da Agropecuária".
A paquera – Ihhhhh, este é o ponto alto de reclamações do brasiliense. O taxista Assis diz que as pessoas são fechadas, entram no carro e mal falam bom-dia. As moças brasilienses reclamam que os homens não chegam, quer dizer, não se aproximam. Numa noite de quinta-feira, vi os bares lotados e dei razão às brasilienses. Mesas cheias de homens e outras cheias de mulheres, intercâmbio inexistente.
Léxico – O brasiliense fala um Português completamente diferente do carioca. Não há uso excessivo de gírias nem de palavrões na linguagem diária. Na hora de fazer comentários sobre os homens, eis os termos utilizados pelas garotas brasilienses. Fulana tem um fico, isto é, um ficante. Homem tigrão é peão, caipira. Homem camarão ou saco de pão é o chamado gostoso de corpo, mas o rosto não agrada, por isso coloca-se o saco de pão para esconder, digamos, as imperfeições.
O estresse – O carioca adora, na verdade, ama pronunciar a frase: “- Mas, está calor, hein!”. O brasiliense reclama do calor também, todavia, o trânsito é o assunto preferido nas rodas de conversa. Aos olhos de uma carioca, não há estresse nem trânsito em Brasília. Há cerca de uma semana, uma ampla reportagem sobre o estresse na Capital Federal foi publicada por um jornal local. Se o assunto até virou notícia na imprensa local, temos que concordar com quem vive por lá. Com isso, vou dizer em voz alta: -Ai que trânsito está hoje!!, desta forma ficarei com um espírito mais brasiliense.
Enigma – Para finalizar, o que será que será que nossas bocas dizem sobre nós? Em Brasília, as bocas são pintadas com cores mais fortes do que no Rio, mas é do formato das bocas de que estamos falando. Segundo reportagem publicada pelo jornal mexicano El Universal, bocas pequenas como a das atrizes Drew Barrymore e Salma Hayek representam mulheres com personalidade alegre, sonhadora, com objetivos claros e que sabem atingi-los.

Bocas grandes como a da atriz Julia Roberts são sinônimo de mulheres aventureiras e que deixam marcas profundas na vida e no amor.

Pessoas com bocas finas como a das atrizes Nicole Kidman, Jennifer Aniston e Gwyneth Paltrow são perfeccionistas e adoram a precisão nos detalhes.
As mulheres otimistas têm bocas grossas como a da atriz Angelina Jolie.
Na semana que vem, as notícias do Oscar, quem vestiu o quê, quem fez bonito, quem fez feio, quem abalou Bangu e quem arrasou quarteirão. Tudo isso na próxima terça-feira, dia de nosso encontro marcado. Tchau e até lá!
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Colaboração:
Maria Contreras e Paula Leite (de Brasília)
Virgil Christine (da França)

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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