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Edição 61

A pedidos, voltei! – Atire a primeira pedra quem não calçou as sandálias da humildade na última edição. A quantidade de e-mails enviadas para a coluna mostra que, pelo menos uma vez na vida, você já desfilou por aí no Bloco dos Humildes, isto é, já usou uma sandália rasteira. As cariocas amam, portanto, eis aqui mais imagens de sandálias rasteiras para você se deliciar. As imagens fazem parte de uma reportagem da edição italiana da revista Glamour. E como o assunto é sapato, a Datelli está em liquidação. Há sandálias baixas e também sapatos mais fechados, que você poderá aproveitar quando o inverno chegar. Os preços estão na faixa dos 60 a 100 reais na promoção.
Passeio surpresa – Falando em liquidação, aproveite o final das férias para fazer um passeio por Ipanema. O bairro mais fashion do Brasil revela gratas surpresas. Na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Garcia d´Ávila ficam as joalherias Amsterdam Sauer e H.Stern. Para os aficcionados por computador, vale a pena conhecer a linha cyber da Amsterdam Sauer.  Na H.Stern, as surpresas se encontram na loja OFF da marca. Com 60 reais no bolso, é possível levar para casa um belo pingente. Se você dispõe de um pouquinho mais, entre 100 e 300 reais, dá “para fazer a festa” na loja OFF da H.Stern: além dos pingentes, também há brincos nesta faixa de preço.
Onça pintada – No inverno 2005, o homem moderno surgirá vestido de onça. A proposta é da grife Mario Queiroz, apresentada na São Paulo Fashion Week.
Foto: Divulgação - Agência Fotosite
Era uma vez uma festa – Bem calçadas, cobertas de jóias modernas e com um lindo homem a tiracolo vestido de onça, partiremos para uma festa. Você sabe qual é o segredo de uma festa inesquecível? A coluna ouviu um dos maiores especialistas em cerimonial do Brasil: Orlando Timponi é Coordenador-Geral de Protocolo do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores. Em entrevista concedida por e-mail, Orlando ensina: “O bom senso indica que não deve haver convidados de primeira e segunda classe. Todos devem ser tratados com a mesma gentileza”. E na hora dos brindes, Vasconcellos, joga-se tudo para o alto? Como fazer? (A coluna recebe inúmeras mensagens com reclamações sobre festas, por isso a decisão de abordar o tema. Na hora da distribuição de brindes, contam os leitores, é aquela confusão, aquele Deus nos acuda, aquela coisa medonha...) Não há regras escritas sobre distribuição de brindes, esclarece Orlando, todavia, o segredo é: “Se os brindes são para alguns poucos a entrega poderá ocorrer antes ou depois do evento”. Portanto, daqui para a frente nada de dizer para seus convidados: Ihh, o brinde acabou, ihh, para você não tem...
Léxico – Já percebeu que em algumas festas brasileiras, o nome da festa é estrangeiro? A língua falada na festa também suscita dúvida. Outro dia, observando o diálogo entre dois amigos, tive que atuar como tradutora. Um utilizava o Inglês em partes da conversa, o outro entendia, mas não conseguia encontrar a tradução para o Português. Não importa que você fale cinco ou dez línguas estrangeiras, belo é falar corretamente o Português, nem que esteja rodeado de estrangeiros em uma festa, por exemplo. Leia a seguir o recado do escritor Eça de Queirós sobre o assunto: “Um homem só deve falar, com impecável segurança e pureza, a língua da sua terra. Todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro”.
Alô, alô, marciano – Hello Kitty chega poderosa e espacial neste 2005. A gatinha mais amada do planeta desembarca na Terra de nave espacial e depois se transforma em relógio.
Aos cinéfilos de plantão – “Machuca” é um filme que, de fato, machuca. No Chile dos anos 70, uma amizade entre garotos de classes sociais tão distintas beirava o impossível. E apesar de estarmos em outro século, o XXI, muitas das cenas de “Machuca”, que retratam os problemas entre as diferenças de classe, ainda são vivenciadas por milhares de pessoas em todo o planeta nos dias de hoje.
Fotos: Divulgação

Skindô, skindô, já é Carnaval – Tá animado? Tá contente? Tá vibrando? O brasiliense é o povo que mais deve estar contando os dias para o Carnaval. A folia no Distrito Federal chegou a ficar ameaçada, todo ano é a mesma coisa: falta de verba, atraso na distribuição da subvenção do governo e por aí vai. De repente, tudo se resolve e o Carnaval de Brasília não será bem em Brasília. Uma espécie de Sambódromo foi construído na cidade-satélite de Ceilândia, portanto, o Carnaval de Brasília será, na verdade, no Ceilanbódromo.

Na semana que vem, mais surpresas garimpadas em um passeio por Ipanema e ainda...uma loja onde tudo é de graça!  Terça-feira é o dia de nosso encontro marcado. Tchau e até lá!
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Colaboração:
Maria Contreras e Paula Leite (de Brasília)
Virgil  Christine (da França)

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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