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Edição 44

Toc, toc, toc, pode entrar! – Este é um mercado de portas abertas, estamos falando do mercado da moda, um mercado onde não há crise. Se você procura crise, então está batendo na porta errada. Aqui, em vez de chover homem (como dizia a música “It´s raining man”) está chovendo dinheiro, melhor ainda, não é mesmo? (Os homens leitores da coluna que me perdoem...) Um espaço de dez mil metros quadrados do mais puro requinte foi construído há dois anos e meio no Kwait. O complexo de 50 milhões de dólares é criação do sheik Majed al-Sabah, de 35 anos. A Villa Moda reúne grifes internacionais como Gucci, Prada e Fendi e ainda restaurantes, café e galeria de arte. O sheik não esconde os lucros de seu empreendimento. A mega loja deve faturar este ano 25 milhões de dólares. Majed al-Sabah lembra que o Kwait tem hoje uma das rendas per capita mais altas do planeta. Com 2,6 milhões de habitantes, a média salarial do país está na faixa dos 17 mil dólares.

Conceito de loja – E já que estamos falando de loja, a moda agora é...loja conceitual. Já ouviu falar da novidade? A partir de agora, esqueça as liquidações, as roupas parecidas com as da vizinha, da colega de trabalho, etc. Nas chamadas lojas conceituais, as peças são praticamente exclusivas e a loja não é apenas uma loja. Digamos que a loja é um clube. Em São Paulo, um exemplo de loja conceitual é a Clube Chocolate, que mistura moda, design, flores, comida, música e arte. Giorgio Armani é outro que já faz parte do estilo conceitual. A loja da grife, aberta este ano em Xangai, na China, vende roupas, flores e doces italianos.
Armani se rende aos Marajás – Giorgio Armani, que já se encontra no seleto grupo dos proprietários de lojas conceituais, agora se rende à Índia. Esta paixão repentina pela terra dos marajás tem motivo. O designer está em negociações com empresas indianas para que parte da produção de suas peças seja feita na terra dos marajás. Resultado: as negociações caminham bem, e Armani pretende, muito em breve, ir ainda mais longe: vai abrir as primeiras lojas de sua grife na Índia. E advinhem o que o italiano mostrou nas passarelas de Milão? Seu desfile exibiu uma Índia contemporânea, não apenas a Índia dos palácios e dos marajás. O branco apareceu entre os destaques da coleção como um convite para uma partida de pólo ou um jantar.
Inspiração alla italiana – Os designers italianos Dolce e Gabbana completam este ano 20 anos de parceria na moda. Após duas décadas de trabalho, revelam ao mundo a fonte de sua inspiração. Domenico Dolce e Stefano Gabbana contam, em entrevista ao site Yahoo França, que suas fontes de inspiração são as ruas, as discotecas e a Sicília, terra de Domenico.
Kampai – O nosso “tin tin” torna-se “kampai” quando brindamos no Japão. Esta é a palavra usada na hora de erguermos um brinde. O saquê, a tradicional bebida japonesa, vem cedendo espaço para o shochu, uma aguardente feita de cevada, trigo, arroz ou batata. O saquê está tão fora de moda no Japão que o consumo da bebida no país caiu pela metade nos últimos 30 anos. O diretor da Associação dos Fabricantes de Saquê do Japão, Yoshiyuki Masuoka, diz que o shochu se tornou muito popular, principalmente entre as mulheres e os jovens.
Che bello! – A passagem pelo Brasil do Ballet do Teatro alla Scala de Milão vai deixar saudade. Apesar da alimentação dos italianos ser regada a belos pratos de massa, os bailarinos são levíssimos, superando os russos do Kirov e do Bolshoi. E no quesito beleza, os homens do Scala, ai meu Deus, são um capítulo à parte...
Aos cinéfilos de plantão – O leitor Vítor Hugo Maia disse, através de e-mail, que “ousava discordar” da colunista, quando é assunto é Almodóvar. Que Vítor fique sabendo que sua ousadia é valiosa para a coluna. FALANDO DE MODA gosta de levantar polêmica e saber a opinião do leitor. Portanto, discordando ou concordando com os assuntos de cada edição, escreva, mande seu e-mail! Vítor contesta a opinião da colunista e afirma que o último filme de Almodóvar, “Má Educação”, tem, sim, a marca registrada do cineasta, já que, segundo o leitor, “somente ele abordaria o tema do filme (a pedofilia) daquela forma”.

Aos cinéfilos de plantão 2 – Palmas para ela! Estamos nos referindo à Uma Thurman, musa do cineasta Quentin Tarantino. Se em Kill Bill- volume 1, a atriz falava japonês, em Kill Bill- volume 2, Uma Thurman fala chinês! E mais...bate, apanha, joga charme, conquistando o público. Normalmente, as chamadas continuações de filmes (as seqüências) não costumam ser tão boas quanto o filme original, o primeiro da série. Em Kill Bill-volume 2, no entanto, Tarantino conseguiu fazer bonito e manter o nível da saga, o volume 1. Confesso só ter sentido falta dos figurinos do volume 1, o tênis usado por Uma nas cenas de luta virou moda no mundo inteiro na época.

Na próxima edição, o que as eleições e um cachorro-quente podem ter em comum? Os detalhes desta relação insólita na semana que vem. E ainda...um item indispensável na bolsa das mulheres mais antenadas e poderosas do planeta. Todo mundo vai querer ter um! O que será que será?  A resposta na próxima terça, dia de nosso encontro marcado. Tchau e até lá!

Colaboração: Maria Contreras e Paula Leite (de Brasília)
Virgil  Christine (da França)
Rosa Castellano (da Itália)

 

 

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Sobre Flávia

flávia-new siteFlávia Vasconcellos já viu reis e rainhas, é jornalista, editora-chefe e colunista do site Falando de Moda.
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